É preciso compreender as particularidades e as necessidades de cada equipe

28 de janeiro de 2021

Empresas são formadas por pessoas e cada profissional tem suas particularidades moldadas através dos anos por conta de sua cultura, seus valores e seu histórico de vida influenciado por questões pessoais e ambientais. Paralelamente, segundo levantamento da consultoria McKinsey, nos próximos cinco anos a revolução tecnológica e a indústria 4.0 poderão reduzir em até 40% o custo com manutenção de equipamentos, aumentar em até 25% a eficiência do trabalho, e reduzir até 20% o consumo de energia.

Como fazer com que essas duas vertentes se encontrem de forma positiva? Conhecer, com precisão, os perfis dos profissionais contratados é tão importante quanto estar atento às inovações disponibilizadas. A incorporação tecnológica sem avaliação do time não é uma atitude estratégica. “Soluções tecnológicas somente funcionam quando são aderidas após conhecimento do comportamento e das relações humanas”, comenta Joelma Paes, sócia da Be-Konnect.

É natural que um mundo 4.0 exija, dos trabalhadores, a habilidade de lidar com ferramentas tecnológicas incorporando-as ao dia a dia para melhoria dos processos internos. Porém, para isso, é preciso contar com times coerentes, que tenham habilidades complementares e que, juntos, esses profissionais possam explorar o máximo de cada tecnologia.

Isso não significa ter equipes totalmente homogêneas, visto que a diversidade também contribui positivamente para essa necessidade de complementação de expertises. Mas sim de decifrar as atividades de cada equipe, identificar os entraves de eficácia, compreender o perfil profissional predominante em cada uma delas e, na sequência, encontrar as melhores ferramentas para agregar valor àqueles processos.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) traz um dado preocupante. Além de mostrar que o polo industrial brasileiro está um pouco atrasado quando o assunto é incorporação tecnológica – visto que apenas 48% das empresas industriais do país utilizam ao menos uma tecnologia digital – comprova que há falta de conhecimento sobre as demandas internas e as ferramentas aplicadas para sanar essas necessidades: 31% das 2.225 empresas consultadas não responderam ou afirmaram não saber se havia utilizavam alguma tecnologia digital.

“A adesão tecnológica depende de uma análise aprofundada, pois nem sempre uma ferramenta que contribui com a excelência de uma empresa surtirá o mesmo efeito em outra”, finaliza Joelma reforçando a importância da consultoria personalizada.

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